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Economia e Sexologia

  • Foto do escritor: SAUDE&LIVROS Fomm
    SAUDE&LIVROS Fomm
  • 13 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

por Dr. José Carlos Riechelmann


Tarsila do Amaral, A Caipirinha
Tarsila do Amaral, A Caipirinha

Do muito que, hoje em dia, se fala em sexo, quase nada parece relacionar essas duas ciências aparentemente díspares.


O que teria, afinal, a Economia a ver com a Sexologia?


No momento, a sexualidade é um poderoso motor de movimentação da economia, através dos muitos apelos de consumo, usados pela publicidade e pela mídia em geral, que se dirigem às nossas necessidades sexuais, das mais evidentes às mais escondidas lá no fundo do nosso subconsciente.


No entanto, foi o início da atividade econômica, em tempos muito distantes, lá na época da pré história, que determinou a base do comportamento sexual que temos até hoje, em todas as sociedades: o controle da atividade sexual feminina.


O que aconteceu foi que a descoberta do papel do homem na concepção se deu quase simultaneamente à descoberta da agricultura e a consequente fixação do homem na terra. Ou seja, assim que observou que poderia plantar seus alimentos, o ser humano deixou de ser nômade. Antes, os bandos de humanos viviam mudando de lugar porque "esgotavam" cada lugar em que se fixavam. Se viviam da caça e da coleta, logo deixava de haver caça ou coleta onde o bando vivia e ele se mudava, sempre em busca do alimento.


Ora, muito natural que, ao perceber que podia plantar os seus alimentos, o ser humano passasse a se fixar num determinado terreno. Com a fixação, surgiu a idéia da posse. Se eu planto aqui, esse é o meu lugar. E é aqui que meus filhos vão crescer e viver. Os meus filhos, não os filhos do vizinho. Para garantir que o filho fosse seu mesmo, o homem inventou a monogamia e o controle sobre a atividade sexual da "sua" mulher.  E assim é até hoje. Mesmo nas sociedades poligâmicas, essa poligamia é exclusividade do sexo masculino. À mulher, por séculos, o prazer sexual foi negado (pelo menos à chamada "mulher direita") para garantir a certeza da paternidade.


Foi, portanto, uma razão econômica que moldou o princípio da moral sexual. Hoje, com os progressos sociais e científicos, toda essa moral poderia ser revista.


Mas ela ainda está arraigada dentro de nós. Ou não?

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