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Paradoxo Natalino

  • Foto do escritor: SAUDE&LIVROS Fomm
    SAUDE&LIVROS Fomm
  • 21 de dez. de 2025
  • 1 min de leitura

por Vera Krausz


Bergognone, sec. XV
Bergognone, sec. XV

Homenagem a todas as mães que perderam seus filhos primogênitos por ordem de um Herodes. A todos os bebês e crianças que enfrentam todo tipo de morte, para poderem sobreviver.

E a todos que na insanidade empunham espadas, consumindo-se na eternidade da culpa...

 


Tempo de Alegria, momentos de reflexão

Há muitos anos observo a comemoração

Presentes, em mesa farta, toque de magia

Com serena humildade e intensa galhardia

Refugiados do mundo ora em conturbação

Um pai e uma mãe. Um Jose é uma Maria

Além dos tempos buscam sublime realização

Um Menino de Luz

Incenso, Mirra e ouro reluzia

Da escuridão em Belém a estrela Guia

Todavia latente permanece

A ausência, a fome, a dor da espada fria

Que no tempo não se esvanece

Vida que fugia das mãos das mães

 

Mulheres que tiveram seus rebentos arrancados

De seu colo firmemente agarrados

O vil metal que feria, na tentativa de impedir

Que a vida resplandecente pudesse fluir

Em cada coração que sofria

Quantas lagrimas foram derramadas

Quantas noites sombrias

 

Estradas de estrelas vazias

Gravadas, seladas, caladas

Nos escombros do ser, úteros, berços em convulsão

Arredia. A rebeldia e a demência da depressão

 

Que o manifesto e o latente

Possam ser resignificados, simbolizados

À manjedoura de de JESUS

 

Vera Krausz

1 comentário


Eliane
26 de dez. de 2025

Que belíssimo texto e reflexao! Como somos levados â ilusão das luzes picantes, presentes, consumo...sem que nada disso refuta ao significado verdadeiro do Natal. Momento em que o Cristo nasce e renasce em nós e por nós. Gratidão!

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