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Inexplicável

  • Foto do escritor: SAUDE&LIVROS Fomm
    SAUDE&LIVROS Fomm
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

por Isabel Fomm de Vasconcellos Caetano


O Beijo, 1892, Edvard Munch
O Beijo, 1892, Edvard Munch

O amor é uma coisa simplesmente inexplicável.

 

 Você nem prestava atenção naquela pessoa e, de repente, eis que ela passa a atrair você sexualmente e de uma maneira absolutamente forte! Mas como? Sei lá. Só sei que foi o amor que brotou e tudo transformou! Improvável. Imprevisível. Sem lógica ou razão!

 

Ou então, aquele alguém que você acaba de conhecer na balada, e percebe, olhando nos olhos dele, que vai passar o resto da sua vida (ou da vida dele) com ele, porque ele é a sua alma gêmea. E é! E é exatamente isso o que acontece!

 

O amor é a coisa mais maluca da vida. Não avisa, não dá pistas, não nada! Mas, mais dia menos dia, irrompe no seu presente, revolucionando tudo!

 

E, para quem sabe das coisas, o amor nunca é sofrimento. Porque, mesmo se não correspondido, só a transformação interior que ele causa, já é o suficiente para gerar uma grande alegria, uma sensação de plenitude, um voo louco até a mais próxima estrela!

 

Para viver, no entanto, para prosseguir, o amor precisa ser correspondido. Quando não o é, vai murchando, definhando, feito plantinha sem água, e acaba morrendo. Aí, é pena! Pois afinal, o amor é coisa rara, muita gente vive uma vida inteira sem trombar com ele...

 

Porém, concretizado ou não, ele é um grande mistério! Não tem explicação e muito menos racionalidade! Nenhuma lógica, evidentemente. Não obedece a critério algum. Não se enquadra em nenhuma regra. É louco, absurdo, transcendental.

 

Mas existe, sim.

 

E pinta, de repente, no seu caminho, pra dizer a você que a vida é muito mais que essa luta cotidiana, pela sobrevivência ou pelo sucesso; que a vida é muito mais que um dia depois do outro; que a vida também pode ser algo que arrebata, que te estapeia, que te sacode, que te joga no chão e te bate na cara... e te desperta! Pra dizer apenas que o mais importante de tudo, mas o mais importante mesmo, é o sentir! E que o sentir é que é, afinal, o existir!

 

Sinto, logo existo.


Bel, 2026, março, 10

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